quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Depois da tempestade vem a bonança

Após três jogos sem ganhar, os adeptos do FC Porto entraram em desespero com previsões catastróficas sobre o futuro da equipa, em sentido oposto os nossos rivais reacendem egos e sobrancerias tão típicas dos mesmos. É compreensível para o adepto azul e branco, habituado a ganhar, ainda por cima após uma época a todos os níveis espectacular, achar estranho estas três não vitórias seguidas.

No entanto há que ter calma e compreender que dois dos jogos foram com equipas com algum nível, sendo um deles fora, num terreno complicado e onde tudo o que podia acontecer de errado aconteceu, que foram dois empates e uma derrota. Qualquer adepto de outra equipa acharia isto quase normal, mas os adeptos do FC Porto estão habituados a um tal nível de excelência que a sua exigência atingiu níveis demasiado elevados.

Já passamos por situações similares e a equipa deu sempre a volta, continuamos a lutar em todas as competições em que estamos inseridos e a procissão ainda vai no adro.

Por tudo isto há que acalmar, não bater no elo mais fraco, neste caso o treinador e ver o que acontece nos próximos jogos. Sobretudo ignorar a atitude arrogante dos mesquinhos rivais e não esquecer que após a tempestade vem a bonança.

Lei de Murphy

Tudo o que podia correr mal  neste jogo acabou por acontecer, o Porto sofreu uma derrota no reduto do Zenit por  3-1, mas que podia muito bem ter sido mais pesada.

Alguns pequenos comentários sobre o que se passou pois não tenho pachorra para muito mais...


#1 A equipa não esteve bem, jogou sempre muito lenta, desconcentrada e sem entrosamento, uma ténue imagem da equipa do ano passado.

#2 O Fucile, aquela abécula, de vez em quando tem umas diarreias mentais, já não é a primeira vez e não será a última, o Sapunaru é uma alternativa que deve ser considerada pelo Vítor.

#3 Num jogo que já estava a correr mal, acontece uma saída forçada do Kléber por lesão, onde está a alternativa para o ponta-de-lança na Champions ? Não está, pois não Jorge Nuno ?

#4 O Vítor voltou a tomar algumas decisões no mínimo controversas, tirou o James, entrando o Souza para o meio da defesa e reposicionando o Fernando para a lateral direita, o resultado foi o que se viu, buracos e mais buracos na defesa e um ataque inconsequente.

#5 A forma física de alguns jogadores do plantel é uma anedota, digna de um qualquer programa 'peso pesado'.


Mesmo assim não há que desanimar, o grupo continua em aberto com as 4 equipas praticamente com os mesmos pontos, seguem-se dois jogos com o Apoel que são para vencer obrigatoriamente.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ordem para ganhar


O jogo de hoje no estádio Petrovsky (17H00 Portuguesas) revela-se mais um teste difícil para as hostes Portistas, é que convém relembrar que ao contrário de outras equipas cá do burgo o Porto encontra-se num grupo composto única e exclusivamente por Campeões. 

O campeão Russo, vencedor da taça UEFA e da Super-Taça Europeia em 2008, ainda mantém no seu meio campo jogadores dessa fantástica equipa, Igor Denisov, Roman Shirokov e o veterano Konstantin Zyryano são jogadores Campeões.

Cinco jogadores da equipa foram chamados à selecção Russa, desde o guarda-redes Malafeev, passando pelo defesa Anyukov, dois dos médios que mencionei acima  e o avançado Kerzhakov. Neste momento encontra-se em primeiro lugar no já avançado campeonato Russo com 25 jogos disputados.

É uma equipa nada fácil que vai vender cara a derrota uma vez que perdendo ,devido ao desaire da 1ª jornada com o Apoel fica com a passagem à fase seguinte muito comprometida. 

Juntando a tudo isto saiu-nos na rifa um árbitro  de nome Howard Webb, que já nos causou alguns dissabores, para os mais esquecidos vejam aqui no Reflexão Portista o que se passou no último Porto vs Sevilha.

É mais um desafio motivador entre Campeões para colocar à prova os nossos jogadores e treinador. Vítor acredito em ti pá, não nos desiludas...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ó tempo volta para trás...

Depois de ver a passos o jogo entre o hiper, mega rolo-compressor slb e o todo poderoso Otelul Galati, mais me convenço que o passado jogo de sexta-feira terminou em empate única e exclusivamente por demérito do FC Porto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Adepto, esse animal irracional.

O adepto é assim, fiel até à morte, intransigente na sua fé, emotivo, fervoroso, inconstante, não existe ser à face da terra que vibra mais com as conquistas do seu clube e ao mesmo tempo que se desiluda mais com as suas derrotas, sem qualquer contra-partida o adepto é o mais puro dos apoiantes.

No meio desta amálgama de emoções tem forçosamente que haver irracionalidade e loucura, e essas surgem sempre nos momentos de maior adrenalina, nas vitórias e nas derrotas, nos golos, nas decisões do árbitro e do treinador, ou na entrada mais dura do jogador adversário, é impossível escondê-las.

Vem este palavreado a propósito do actual momento do nosso amado clube e do comandante das nossas tropas. Eu, confesso-me, como adepto irracional também 'enlouqueci' no último jogo do Porto.

Nestes últimos dias muitas críticas sobre o Vítor surgiram na blogosfera, nas conversas de café e na comunicação social. E agora, passado algum tempo, que esta loucura custa a passar e um gajo não é de ferro, chego à conclusão que muitas delas são injustas.

O Porto ganhou a super taça, está em 1º lugar no campeonato e na liga dos campeões, o que se pode pedir mais ? uma humilhação aos lampiões ? era bom mas não se pode ter tudo e não se esqueçam que ainda teremos essa oportunidade na segunda volta.
O homem tomou algumas decisões erradas, acusou a pressão do clássico, ainda não acertou com o onze base para esta época, verdade, mas há que dar-lhe alguma margem de manobra, aguardar mais algum tempo e meter um bocadinho de sanidade nestas nossas cabeças.

Vítor, estou contigo homem, pelo menos até ao meu próximo ataque de loucura...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Descansar à sombra da bananeira

Hoje mandamos mais dois pontos para as couves, com a agravante de perder a oportunidade para vencer um rival directo retirando-lhe confiança para o resto da temporada.

O Porto empatou apenas por culpa própria, não foi por mérito do adversário e não foi por erros do árbitro, houve apenas alguma dualidade na amostragem dos cartões mas a meu ver nada relevante para o desfecho do jogo. O Porto tinha todas as condições para vencer o duelo, dominou durante os 90 minutos, teve mais remates, mais ataques e por duas vezes deixou o oponente  empatar o jogo. Porque é que as equipas do Porto teimam em descansar sempre que se encontram em vantagem por um mísero golo, é sempre a mesma história, esta atitude tira-me completamente do sério.

Juntando a tudo isto, o nosso Villas Boas 2 resolveu inventar mais uma vez nas substituições e desse modo sentenciou o jogo.

No Dragão mandam os que cá estão...

Vamos lá cambada...